A Pichação

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Estou a relatar agora, um fato que saiu das minhas “Memórias, Sonhos e Reflexões”.Que seja tão interessante para os que lêem, quanto o foi emocionante e assustador para nós que o vivenciamos.
Naquele tempo da ditadura, estávamos uma madrugada…
meu primo Antonio Carlos e eu a fazer nossas pichações costumeiras no Butantã.
Mas não sei por que cargas d´água, nessa noite,  embuídos de maior coragem,  nos aventuramos a ir até o Bairro de Pinheiros.
Deveríamos ter ficado no Butantã !
Pois tão logo começamos a chacoalhar o spray para começar o…

“ABAIXO A DITADURA”

foi chegando um carro, daqueles cheio de milicos armados, com as metralhadoras para fora, prontos a atirar.
Nosso susto foi tão grande, que nos abraçamos para morrer.
– Acho que queríamos morrer em família –.
Mas nosso instinto de sobrevivência falou mais alto, tão alto que, instintivamente, começamos a simular um “malho”.
Tremíamos e nos apertávamos tanto – mais por medo que por simulação –
que quase nos prenderam por atentado ao pudor.
Passei por vagabunda… que é o que eles disseram que eu era;
mas naquela hora… mil vezes vagabunda, do que estudante e moradora do CRUSP.
Quase cometemos um incesto (primo/prima) mas  nos livramos do “cacete da ditadura”.

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Uma resposta to “A Pichação”

  1. danilo bezerra Says:

    Conheço fato semelhante ocorrido em 2009, mas não eram primos, rss

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