Bebida

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Não me lembro que existisse algum bebum habitual no CRUSP.
Tomávamos alguns fogos homéricos, como o que tomei com o Lauri,
e outros no desertinho, que é onde faziamos nossas festas.
Vinho de garrafão era o que havia e de vez em quando um bom vinho
da festa de São Roque. O Beto não me perdoa até hoje por ter
pegado “emprestado” no meio da noite, – a meu pedido – uma garrafa
do vizinho de quarto (Miguel Kishimoto) .
MIGUEL, SE ESTIVER LENDO, ME PERDOA, FUI EU .
MAS VALEU ! COMO VALEU !
Em todas as festas de centrinhos tinha cerveja e vodka para vender.
Festas estas animadíssimas, as quais não perdia nenhuma.
Figurinha fácil era a Terezinha do Piauí (irmã da Luzia da biologia),
eu e a Heloisa que fazia Historia.
As melhores eram na FAU, que já tinha naquela época,
um pessoal muito doido. A decoração era de primeira, as músicas
bem agitadas e o figurino do povo bem arrojado.
Não sei se era a vodka, mas chegar no predio da FAU era um
acontecimento, quase um êxtase.
Sabíamos que iríamos dançar até cair ou até
o sol raiar. Aliás, ficávamos sempre até acabar as festas por não
ter como voltar ao CRUSP.
Voltávamos sempre com o dia amanhecido e em segurança,
dentro do primeiro circular que passasse.
Eramos arteiras… mas boas meninas…
Acho que estávamos as tres, procurando marido por curso, por isso
é que íamos em todas… e tomávamos todas.
A única experiência que perdi foi a de ir na CHACRINHA
DA CASA DO POLITÉCNICO. Já tinha encontrado o
“meu politécnico”, e a Heloisa foi Sózinha. Coitada ! quase foi estuprada.
Fizeram um cerco em volta e todos queriam passar a mão na bunda dela.
Ela cobria o rosto, chorava e dizia que era moça de família e que estava lá por engano.
Os desalmados não a ouviam, até que apareceu um politécnico com alma para salvá-la.
Nunca mais a vi, mas garanto que não é casada com nenhum engenheiro,
Dependendo da hora, melhor cair na mão de um ARQUITETO
do que na de um POLITECO.

Celia Bergamasco

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2 Respostas to “Bebida”

  1. Camões Says:

    Molina, beleza de recordação, mas acho que você deve até hoje uma boa (muito boa!) garrafa de vinho ao Miguel! 🙂

  2. Camões Says:

    Corrigindo!!! Foi a Celia que expropriou o vinho do Kishimoto! Molina inocentado! 🙂

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