UMA ESCOLA DE CIDADANIA por Walter Silva, Teco

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Uma Escola de Cidadania

Cruspiano (a),

Acredito que os mais entendidos em filosofia (Freitas?) têm dificuldade em definir o “sentimento”. O fato é que morei em “república” antes de ir para o CRUSP (1964) e moramos em casa alugada após a expulsão. A única coisa em comum nas duas situações era o teto em comum. Agora, o CRUSP representou uma etapa em nossas vidas, uma forma de vida, um exemplo de organização, uma harmonia em convivência, uma solidariedade irrestrita, uma irmandade participativa. Algumas vezes partilhávamos a solidão, na maior parte comungávamos a integração. Como é possível imaginar a junção “nurd”/”participação”. Pois bem, o Marquinhos (Eletrotécnico) se formou em primeiro lugar na Poli (acredito que o segundo tenha sido o Herculano, também do CRUSP, que era sobrinho do Auro de Moura Andrade) e, no entanto, era o terror das defesas adversárias no futebol de salão e o 4º colocado na Volta da Cidade Universitária. Esse elo que nos uniu, representando a cultura caipira, o esporte solidário, o baile social e a política de contestação compõe o sentimento que nos acompanhou ao longo dos anos e, com certeza, será levado para outra vida.

Quando conversamos por telefone ou nos comunicamos por e-mails, estamos nos dirigindo ao amigo (a) como se fosse ontem. Ou seja, o nosso espírito permanece o mesmo (já que ele é eterno). No entanto, o corpo já sofreu o processo degenerativo nesses 40 anos que se foram. Ainda assim, teremos oportunidade de nos rejuvenescer nesse 29 de novembro. Mas sem dúvida, lá estarão os sobreviventes, com o corpo já em declínio, mas com o espírito  fortalecido, próprio de um cruspiano, que enfrentou outras dificuldades ao longo desses anos, mas que completou a sua formação numa verdadeira escola de cidadania: o Conjunto Residencial da USP: 1964 a 1968. Algo me diz que viemos de uma mesma colônia astral, com uma missão em comum: crescer em harmonia, lutando por um ideal e ser exemplo para as novas gerações. O tempo passou, o sentimento permanece o mesmo. Só o cruspiano pode sentí-lo, mas também não consegue definí-lo. E quando não encontramos definições e respostas é porque fazemos parte de um universo maior, de criaturas especiais que não passaram e não passarão em vão nesta terra. É por tudo isso que precisamos escrever a nossa História. Se ela ficar restrita aos nossos sentimentos, nós continuaremos a ser contemplados, mas com os benefícios limitados, no entanto, se o exemplo for difundido, frutificará para as novas gerações. Num mundo de expiações, somos privilegiados e só temos a agradecer a oportunidade de vida que nos foi propiciada…

Teco

608 E

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